Posts sobre YOGA

YOGA NO COMBATE AO ESTRESSE, A ANSIEDADE E A DEPRESSÃO.

A prática do Yoga é capaz de, com o tempo, ajudar aqueles que sofrem com muita ansiedade e, até, os que se encontram em estado depressivo. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Ainda segundo a pesquisa, ficou comprovado que o Yoga trabalha em prol da qualidade de vida e do aumento da produtividade dos indivíduos que optam por seus ensinamentos, técnicas e posturas.

Isso de dá por uma razão simples e de fácil explicação: ao praticar Yoga, as pessoas, estão, diretamente, trabalhando sua concentração e seu equilíbrio corpóreo mental, fundamentais para, além da paz interior, a obtenção de níveis de estresse e ansiedade menores.

No que diz respeito a depressão e o seu combate, os sinais da melhora são notados aos poucos, através da prática contínua. Ao trabalhar a postura e a respiração (dentre outros pontos, é claro), o Yoga alivia a dor daqueles que se encontram deprimidos e que, quase que por instinto, adotam uma postura arqueada e curva, que corrobora com a depressão. Como resultado, chega-se a uma melhora na qualidade de vida

É bom salientarmos, sempre, que a prática do Yoga contra qualquer problema, inclusive o estresse, a ansiedade e a depressão, deve ser adotada como medida de combate complementar, sem deixar de lado possíveis orientações médicas. Nunca, como única alternativa.

A metodologia do mestre BKS Iyengar está paulatinamente no Brasil ganhando grande repercussão no meio da comunidade medico-científica. As posturas tornam-se muito acessíveis a todos os praticantes visto que em sala de aula os professores treinados propõe uso de materiais de apoio – conhecidos por “props” – para de forma organizada e sadia levar os alunos a rápidas evoluções nas conquistas de corpo e mente sadia.

Além do uso dos “props” temos ainda o uso de técnicas de ensino e sequências de posturas primorosas desenvolvidas para o correto aproveitamento de cada instante da prática do aluno. Conta-se, ao longo da aula de uma hora e meia, (na maioria dos Studios esta é a duração) uma bonita história ao próprio corpo que se assenta em variadas posições trazendo à tona muitas memorias a serem liberadas e desintoxica-se desta forma as vísceras, a mente e as emoções.

 

Fonte: https://www.esysp.com.br/yoga-combate-ao-estresse-ansiedade-e-depressao/

COMO YOGA MUDA SEU CÉREBRO E SAÚDE MENTAL.

Se você é um fã da yoga, provavelmente está bem ciente de que essa prática pode trazer muitos benefícios físicos. Estudos já mostraram que a yoga pode ajudar com a perda de peso, construção muscular e tonificação, flexibilidade das articulações e até mesmo com problemas crônicos, como fibromialgia e artrite reumatoide. Mas você sabia o quanto essa antiga prática também pode melhorar a sua saúde mental e habilidades? Um estudo recente feito com adultos com ligeira perda de memória mostrou o quão saudável a yoga é para o seu cérebro

O estudo e o que foi descoberto

Os pesquisadores, bem cientes dos benefícios físicos da yoga, procuraram compreender mais sobre os benefícios mentais / cognitivos deste regime de exercícios. A fim de fazer isso, eles recrutaram um grupo de voluntários de meia-idade e mais velhos que, após a entrevista, expressaram preocupações sobre as suas memórias, e tinham de fato sido diagnosticados com uma forma leve de declínio cognitivo, uma condição que pode ser precursora da doença de Alzheimer e outras formas de demência. Estas condições, se agravadas, podem ter um impacto grave e negativo na qualidade de vida do paciente.

Os pesquisadores fizeram uma varredura no cérebro de todos os pacientes, a fim de estabelecerem uma base para sua atividade / função mental. Então, dividiram os participantes em dois grupos distintos, um que recebeu uma sessão de treinamento do cérebro de uma hora, mais quinze minutos de prática diária, enquanto o outro recebeu uma sessão de kundalini yoga de uma hora, com quinze minutos de prática em casa diariamente (em outras palavras, ambos os grupos passaram a mesma quantidade de tempo com estas intervenções).

Ao final deste estudo de três meses, fizeram uma varredura no cérebro de todos os participantes novamente, para ver se as intervenções tinham tido qualquer efeito sobre a sua saúde cognitiva. Verificou-se que ambos os grupos de pacientes tinham experimentado melhora cognitiva em áreas do cérebro que afetam as habilidades de memória e linguagem. No entanto, o grupo que participou de yoga também exibiu melhora em áreas do cérebro que controlam a concentração e atenção; em outras palavras, o grupo de yoga também saiu deste estudo com maior capacidade de se concentrar e realizar várias tarefas, mostrando que a yoga foi superior para melhorar as funções mentais.

O estudo em contexto

Uma das partes mais interessantes deste estudo é que ele não está sozinho. Ele faz parte do crescente corpo de evidências que mostram que os benefícios mentais / cognitivos da yoga podem ser iguais ou mesmo superiores aos físicos.

No passado, por exemplo, estudos clínicos semelhantes sobre yoga encontraram uma ligação positiva entre esta prática e depressão e ansiedade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de estresse pós-traumático, e até mesmo distúrbios psicóticos graves, como a esquizofrenia. Um estudo ainda descobriu que esta prática aparentemente leve e suave, foi realmente melhor do que aeróbica na melhoria das funções cerebrais, tais como velocidade e precisão de processamento mental.

Em suma, este estudo em pacientes com declínio cognitivo leve é simplesmente parte de um crescente corpo de evidências clínicas que mostra que a yoga, além de melhorar a saúde do corpo, é capaz de melhorar a saúde da mente. Em suma, esta prática é um método verdadeiramente holístico para melhorar todos os aspectos da sua saúde, além de trazer um alto grau de prazer e satisfação para aqueles que dela participaram em base diária.

 

Fonte: Life Hack

Yoga estimula a produção do neurotransmissor de efeito calmante.

Olá! Essa semana iremos falar sobre como o yoga, essa prática milenar, influi diretamente no equilíbrio das energias e contribui para o ganho de massa… cinzenta!

O cérebro humano é formado por mais de 80 bilhões de neurônios, mas não sabemos até hoje definir seus limites. Além de comandar todo o funcionamento do corpo, temos muito o que descobrir em relação ao seu potencial. Contudo, já sabemos que o yoga é uma ferramenta que atua na potencialização das funções cerebrais.

O yoga transforma o cérebro de maneiras maravilhosas, isso já foi constatado em vários estudos.

Os exercícios respiratórios utilizados no decorrer da prática ou em momentos específicos da mesma aprimoram a oxigenação sanguínea. Esse sangue oxigenado flui então para o cérebro, onde, ao abastecer as células cerebrais, é transformado em mais energia para esse órgão e, consequentemente, em maior eficiência. O cérebro mais oxigenado favorece o estado meditativo e consegue gerar estímulos superiores para os músculos, na prática de posturas ou ásanas. Os ásanas, por sua vez, produzem efeitos neuroendócrinos e neuroquímicos, causando influências tão poderosas no sistema corporal que causam mudanças na estrutura cerebral. Essas mudanças favorecem tanto aspectos emocionais como cognitivos e comportamentais.

Assim, ao exercitarmos a respiração, o foco no momento presente e o estado meditativo, seja ele de forma estática ou dinâmica durante a prática, aumentamos tanto a massa muscular magra quanto a massa cinzenta e inundamos nossos neurônios com uma substância calmante, o gaba, neurotransmissor que promove o relaxamento.

O gaba, ou ácido gama-aminobutírico, diminui a atividade neural e, além de regular o tônus muscular e melhorar o humor, gera um efeito calmante semelhante ao consumo de álcool, algumas drogas ou remédios, mas, é claro, sem os efeitos colaterais. Porém, o mais interessante é que a produção de gaba pelo cérebro com o yoga, além de superar muito a gerada por esses estímulos externos, não acaba ao final da prática: ela é duradoura. Ou seja, após a prática, ela permanece, diferentemente do que ocorre quando esse estímulo acontece por substâncias externas. Assim, ao estimular a produção de gaba através do yoga, ocorre naturalmente no indivíduo o aumento dos níveis de autoestima e de autoaceitação.

Alem desse estímulo neuroquímico natural, o yoga comprovadamente modifica a estrutura cerebral. Em um estudo realizado por cientistas do Instituto do Cérebro (Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein), da Universidade Federal do ABC e da Harvard Medical School, foram comparadas mulheres idosas com o mesmo tempo de atividade física: yoginis com, em média, quinze anos de prática, e vinte mulheres fisicamente ativas saudáveis, que nunca haviam praticado yoga ou meditação. Todas na faixa etária acima de 60 anos. Os pesquisadores fizeram as imagens do cérebro das participantes através da ressonância. Após a ressonância magnética funcional, foram encontradas diferenças na estrutura cerebral dos grupos: nas yoginis, foi constatada maior espessura no córtex pré-frontal esquerdo, nas regiões associadas à atenção, à memória e às funções cognitivas. Como os grupos foram muito bem pareados, os resultados do estudo indicam que, a longo prazo, a prática de yoga pode modificar a estrutura do cérebro e agir de forma preventiva contra a degeneração cerebral causada pelo envelhecimento. Além disso, ainda foram relatados outros efeitos, como aumento de energia física, perda de peso e mudança de estilo de vida.

Contudo, ninguém necessita sofrer de algum problema de saúde mental para experimentar maior felicidade após uma sessão de yoga. O resultado dessa incrível potencialização das funções cerebrais já pode ser notada logo nas primeiras práticas.

Por Adriana Camargo

Professora de Educação Física e Yoga, ministra cursos e palestras e é ex-atleta maratonista.

Fonte: site Globo Esporte.

O Yoga Mudou A Postura E A Vida Desta Senhora De 87 Anos!

Muitas vezes nos pegamos pensando que talvez seja tarde demais para começar alguma coisa, mas a grande lição do relato de Anna Pesce, uma senhora de 87 anos que encontrou no yoga um novo estilo de vida, é de que sempre é tempo para começar com novos hábitos.

Anna foi apresentada ao yoga por sua neta, que achou que a atividade seria uma forte aliada contra as dores que sua avó sentia devido a vários problemas como osteoporose, hérnia e escoliose

Foi há dois anos, após passar por uma crise de coluna, que a senhora decidiu experimentar a prática, Anna então começou a ter aulas semanais com a instrutora Rachel Jensien de 28 anos que também sofre de escoliose – uma curvatura na coluna vertebral que se desenvolve normalmente durante a puberdade – e é especializada em tratamentos de recuperação

Em apenas um mês, a idosa já não precisava mais da cadeira de rodas para se locomover, em dois, já sabia lidar com as dores que sentia, e em quatro, ficava de ponta cabeça com os pés apoiados na parede.

“Eu tentei de tudo: acupuntura, fisioterapia e sessões de quiropraxia. Você se sente bem temporariamente, mas a dor vem novamente logo depois”. Revelou Anna, feliz com os resultados da yoga. “Eu me sinto maravilhosa porque agora eu posso dirigir e fazer as coisas que eu não era capaz de fazer antes. Recomendo”, disse.

Jesien defende que o yoga pode ser muito benéfico para os idosos quando é feito com a devida orientação de um especialista e todos os cuidados necessários. A prática pode reforçar a densidade óssea e os músculos, além de aliviar a dor nas costas causada por osteoporose, osteoartrite e outras condições que afetam os idosos.

Todo o poder do yoga.

A técnica ganha o respeito da medicina e é usada para ajudar no tratamento de câncer, obesidade, dor crônica e doenças cardíacas, respiratórias e psiquiátricas.

Nesta semana, o mundo acompanha, como de costume, as novidades divulgadas durante o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, conhecido como Asco, o maior e mais importante encontro mundial sobre câncer. Neste ano, entre os destaques mostrados no centro de convenções, em Chicago, um, especialmente, chama a atenção não só pela importância de seus resultados como também pelo simbolismo que carrega. Pesquisadores do MD Anderson Cancer Center – uma das principais instituições do planeta para o tratamento da doença – apresentarão um trabalho no qual relatam como a ioga ajuda a tratar o câncer.

No estudo, realizado com portadoras de tumor de mama submetidas a sessões de radioterapia, ficou comprovado que o método, além de reduzir os níveis de cortisol (hormônio liberado em situações de estresse), melhora o funcionamento do corpo em geral. Entre outros ganhos, as participantes demonstraram maior capacidade de execução de tarefas cotidianas, mas difíceis de ser efetuadas por causa da doença, como subir escadas ou dar uma volta no quarteirão. Também sentiram menos cansaço, dormiam melhor e ainda encontraram uma forma menos doída de lidar com seu drama particular. “Elas dão mais foco à espiritualidade, na conexão consigo mesmas e com as outras pessoas”, disse à ISTOÉ Lorenzo Cohen, diretor do Programa de Medicina Integrativa do MD Anderson e responsável pela pesquisa. “Dessa maneira, fica mais fácil perceber o que realmente precisam e como alcançar essa meta.”

A apresentação de uma pesquisa sobre ioga em um evento mundial no qual a tônica, historicamente, sempre foi a divulgação de novidades que giram em torno da medicina tradicional – novos remédios ou aparelhos, por exemplo – é emblemática. O fato é a evidência mais concreta de que a medicina ocidental está incluindo a ioga na sua lista de recursos contra as doenças. Criada há cerca de cinco mil anos no lugar onde hoje é a Índia, a ioga é uma filosofia de vida (leia mais no quadro à pág. 107). Seu princípio fundamental é o de facilitar a conexão do corpo com a mente, entendidos como uma coisa única, indissociável. Não é por outra razão que, em sânscrito, a língua usada em rituais do hinduísmo, a palavra ioga remete ao significado de atrelar. Para que isso seja possível, ela se apoia em recursos como a meditação, a respiração profunda e a execução dos ásanas, posturas corporais inspiradas em animais ou em outras referências da natureza.

Depois de desembarcar no Ocidente como mais uma excentricidade do Oriente, a prática hoje ganhou o respeito da ciência e recebeu o direito de entrar pela porta da frente em alguns dos mais renomados serviços de saúde do planeta. O método figura entre as terapias complementares disponíveis no MD Anderson, no Massachusetts General Hospital, em Boston, e no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, por exemplo.

Na Clínica Mayo, outro respeitado serviço de saúde, localizado também nos EUA, ela é ofertada a portadores de doenças diversas. O pneumologista Roberto Benzo, por exemplo, a aplica no tratamento de insuficiência cardíaca (o coração perde a capacidade de bombear o sangue para o corpo) e de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), mal caracterizado pela destruição progressiva dos alvéolos pulmonares. “Os principais benefícios são a redução da dificuldade respiratória e a melhora do condicionamento físico”, explicou Benzo à ISTOÉ.

No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, um dos mais importantes da rede privada do País, prepara-se para oferecer a prática como mais uma opção de seu departamento de terapias complementares. No Hospital A. C. Camargo, também na capital paulista e especializado no atendimento a pacientes com câncer, aulas de ioga começaram a ser adotadas recentemente. “Elas ocorrem uma vez por semana”, informa a professora Aline Chrispan. “As participantes controlam melhor a ansiedade que aparece durante o tratamento.”

O mesmo movimento de incorporação da ioga pela medicina vem sendo registrado nos consultórios. “Indico para alguns pacientes, como os portadores de artrose”, diz o médico Mário Sérgio Rossi, coordenador do comitê de terapias complementares do Hospital Albert Einstein. “A prática ajuda na lubrificação das articulações, sem causar traumatismo”, diz. Doença inflamatória crônica, a artrose se caracteriza pela ocorrência de dor e deformações nas articulações. Por isso, além dos remédios específicos, é importante que os pacientes mantenham a funcionalidade das articulações por meio de exercícios corretos, que não agridam ainda mais essas estruturas. Por isso a ioga, com seus movimentos suaves e alongados, é uma boa opção.

Na clínica do dentista Fausto Ito, especialista em apneia do sono e ronco, do Rio de Janeiro, os pacientes são orientados a praticá-la, de preferência, em ambientes com pouca ou nenhuma iluminação. “A ausência da luz ajuda na produção da melatonina, um indutor natural do sono”, explica. “Os efeitos da ioga são potencializados e o resultado é a melhora na qualidade do sono.

Uma pesquisa que acaba de ser publicada no Archives of Internal Medicine dá uma ideia da importância que a terapia vem ganhando. De acordo com o trabalho, 30% dos americanos fazem uso do método, assim como de outros do gênero, como acupuntura e meditação. E um em cada 30 pacientes recebeu a recomendação da prática de seus próprios médicos. “Há boas evidências da eficácia dessas técnicas, mas não esperávamos que o índice de aceitação pelos médicos fosse tão alto”, afirmou Aditi Nerurkar, da Harvard Medical School (EUA), autor do levantamento.

Ao mesmo tempo que sua indicação se consolida, proliferam pelos centros de pesquisas estudos para investigar o alcance de seus benefícios. Aqui no Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) atestaram o efeito do método contra a hipertensão após a realização de um trabalho que acompanhou executivos com o perfil clássico desses profissionais: estressados, ansiosos e com pressão fora de controle. “Após oito meses, houve mudanças no estilo de vida e resgate da saúde”, contou o médico Fernando Bignardi. “E deixaram de ser hipertensos.”

Nos EUA, na Boston University School of Medicine, verificou-se que a ioga apresenta resultados mais eficazes no controle de distúrbios de humor, depressão e ansiedade em comparação a outros exercícios, como a caminhada. “Em exames posteriores à realização dos exercícios, os participantes exibiam taxas mais elevadas do Gaba, uma substância cerebral cujo nível, se estiver baixo, está associado a desequilíbrios de ordem emocional”, disse à ISTOÉ Chris Streeter, professora de psiquiatria e coordenadora do trabalho.

Essa característica – a de ajudar a lidar com os sentimentos – também está fazendo da ioga uma aliada contra a obesidade. É verdade que a própria execução dos exercícios já auxilia na queima de calorias. No entanto, a ciência está constatando que o impacto é mais profundo. Um claro indicativo foi registrado em uma pesquisa da Fred Hutchinson Cancer Research Center (EUA). Os cientistas acompanharam as respostas de mulheres que estavam magras ou com sobrepeso. “Em dez anos, as praticantes ganharam menos peso do que aquelas que não faziam ioga”, explicou à ISTOÉ Alan Krystal, responsável pela pesquisa. “E isso ocorreu independentemente do nível de atividade física e dos padrões de alimentação de cada uma”, disse. Na avaliação do cientista, o que está por trás do resultado é a consciência, despertada pela ioga, do tamanho real do apetite. O método ajuda o indivíduo a perceber por que está comendo e a parar quando satisfeito.

De fato, quando usada em doenças permeadas por forte conteúdo emocional – caso da obesidade –, a ioga manifesta uma particular eficácia. Pacientes com fibromialgia, por exemplo, estão entre os mais beneficiados. A enfermidade manifesta-se pela ocorrência de dor crônica e generalizada pelo corpo. Com o passar do tempo, torna-se um inferno na vida do portador. Debilitado pela dor constante, aos poucos ele se isola, deprime-se.

Uma iniciativa da Oregon Health & Science University (EUA) revelou como o método pode ajudar. Foram recrutadas 53 mulheres com fibromialgia. As voluntárias foram avaliadas depois de ser submetidas a um programa de ioga desenhado para suas necessidades – contemplando mais fortemente aspectos como dor, fadiga, problemas com o sono e dificuldades emocionais acarretadas pela doença. Todos os pontos apresentaram melhora. Um deles chamou a atenção. “Elas ficaram mais dispostas para a vida, apesar do sofrimento”, disse James Carson, coordenador do trabalho. “E aprenderam a não dar tanto espaço a tendências ruins, como a de supervalorizar a dor.”

Na opinião de Marcos Rojo, professor e pesquisador da técnica na Universidade de São Paulo, uma das explicações para modificações como essa é justamente o estabelecimento da conexão mente-corpo perseguida pela ioga. “Ela trabalha mecanismos que têm alguma relação um com o outro. Por exemplo, se você passa por um período de muita ansiedade, pode ter alterações no sistema digestivo ou cardiorrespiratório”, diz. “Um dos objetivos da ioga é fazer o caminho inverso: trabalhar o corpo para interferir nas emoções”, afirma.

É sabido que a atuação também se dá no nível físico propriamente dito. Um exemplo é o que proporciona no caso da dor. “Quando a pessoa sente o sintoma, se contrai. Com a ioga, aprende a relaxar profundamente”, explica Luciana Brandão, do Estúdio Ioga na Cidade, de São Paulo, e pós-graduanda na Unifesp em terapias complementares. “O sangue circula mais, ajudando a reduzir a sensação”, complementa.

No caso das doenças respiratórias, o efeito produzido pelos exercícios de respiração aumenta a eficiência dos músculos que integram o sistema responsável pela oxigenação do organismo. Em uma análise realizada por médicos da Chicago Medical School (EUA), o benefício foi constatado após acompanhamento de 22 pacientes que fizeram aulas de uma hora, três vezes por semana, durante um mês e meio.

Há dois pontos ainda não completamente esclarecidos no que se refere ao uso terapêutico da ioga. O primeiro diz respeito ao formato das aulas. O segundo, à frequência com que devem ser feitas. Em relação ao tipo de aula, a tendência é criá-las para ser mais específicas. Na Escola Narayana, uma das mais tradicionais de São Paulo, os responsáveis recebem alunos interessados no auxílio que a ioga pode trazer para males distintos. “Desenvolvemos aulas de acordo com a questão de saúde de cada um”, afirma Luzia Rodrigues, coordenadora da escola. Quanto à frequência ideal, restam dúvidas. “Ninguém ainda sabe dizer ao certo”, disse à ISTOÉ Brent Bauer, da Clínica Mayo. O médico orienta seus pacientes a praticar pelo menos 30 minutos todos os dias.

Fonte: Revista Isto é. https://istoe.com.br/140391_TODO+O+PODER+DA+IOGA/

 

O veterano de guerra que superou amputação das pernas e virou instrutor internacional de yoga

Na primeira vez que ouviu de uma amiga o conselho de que precisava de “um pouco de ioga em sua vida”, o militar americano Dan Nevins reagiu com irritação.

“Eu pensei: ‘esta é a coisa mais idiota que já ouvi'”, diz Nevins à BBC News Brasil.

Quase 10 anos antes, quando estava em missão no Iraque, o então sargento sobreviveu a uma explosão que levou à amputação de suas duas pernas. Em 2013, depois de passar pela 36ª cirurgia, Nevins enfrentava o que descreve como “as cicatrizes invisíveis da guerra”.

“Eu não conseguia dormir à noite. E quando dormia, tinha pesadelos. Misturava comprimidos e uísque, na esperança de não acordar na manhã seguinte”, lembra. “Não é que eu estivesse tentando tirar minha própria vida, mas eu simplesmente não queria estar vivo.”

Mas apesar da resistência inicial de Nevins, sua amiga, que era instrutora de ioga, acabou conseguindo convencê-lo a fazer três aulas.

“A primeira aula foi horrível”, conta ele. “Eu sentia dor com as próteses, que tinha acabado de recolocar após a última cirurgia, e não consegui me equilibrar.”

Além disso, sua amiga ficava repetindo “pressione seus pés contra o chão”. “Eu tinha vontade de dizer: ‘repita pés mais uma vez (para ver o que acontece)!’ Eu não tenho pés!”, lembra.

Momento transformador

Mesmo frustrado, Nevins cumpriu a promessa de fazer uma segunda aula. Só que, desta vez, decidiu remover as próteses. “E (na época) eu não deixava ninguém me ver sem minhas pernas. Só meus médicos, minha mulher (quando eu era casado) e minhas filhas”, ressalta.

“Lembro que pensei: ‘aqui estou, de joelhos, em um tapete de ioga’. E nunca me senti tão pequeno em toda a minha vida”, recorda.

Mas nesse momento, enquanto seguia as orientações da instrutora, Nevins diz que começou a visualizar raízes saindo do que restava de suas pernas em direção ao solo, enquanto colocava os braços para cima, e sentiu uma “poderosa onda de energia” passando pelo seu corpo.

Nevins diz que começou a visualizar raízes saindo do que restava de suas pernas em direção ao solo, enquanto colocava os braços para cima, e sentiu uma 'poderosa onda de energia' — Foto: Mark Cubbedge/Divulgação/BBC
Nevins diz que começou a visualizar raízes saindo do que restava de suas pernas em direção ao solo, enquanto colocava os braços para cima, e sentiu uma ‘poderosa onda de energia’ — Foto: Mark Cubbedge/Divulgação/BBC

“E eu me senti com dois metros e meio de altura e mais poderoso do que jamais havia me sentido. Eu me senti vivo. E lágrimas começaram a correr pelo meu rosto. Eu nem estava chorando. Era meu corpo que estava tendo uma reação àquele momento.”

Ao final da terceira aula, ele se matriculou em um treinamento para instrutores. Hoje, seis anos depois, Nevins percorre o mundo dando aulas de ioga, não apenas para outros veteranos de guerra como ele, mas para qualquer pessoa que possa se beneficiar da prática.

“Todos nós vivemos com as cicatrizes invisíveis de alguma guerra”, afirma o militar reformado de 46 anos. “E ioga, meditação e autoconhecimento funcionam para todo mundo.”

‘A Jornada da Vida’: conheça a capital mundial da ioga

Nevins, que vive na Flórida, também trabalha com o Wounded Warrior Project, organização sem fins lucrativos que oferece programas e serviços para veteranos de guerra, e dá palestras sobre sua história e sobre como superar adversidades.

Recentemente, criou sua própria organização sem fins lucrativos, Warrior Spirit Retreat, para ajudar veteranos.

“Ajudo as pessoas a perceberem que suas vidas são bem melhores do que elas pensam”, diz. “Uso as histórias da minha vida, as coisas que vi e pelas quais passei, para ajudar a criar perspectiva para elas, de que suas vidas são na verdade uma benção.”

‘Pensei que minha vida tinha acabado’

O ataque que levou à amputação das pernas de Nevins ocorreu na madrugada de 10 de novembro de 2004, perto da cidade de Balad, no Iraque. Uma bomba explodiu sob o veículo em que Nevins viajava. Seu amigo e chefe do pelotão, Mike Ottolini, que estava ao volante, morreu no ataque.

“Eu não sabia o que estava acontecendo, mas podia sentir e ouvir o veículo se desintegrando ao meu redor”, lembra. “Percebi que estava do lado de fora, caído no chão, mas minhas pernas ainda estavam presas.”

Nevins diz que achou que ia morrer. Mas ao pensar na filha, que tinha 10 anos na época, ele começou a pressionar os ferimentos com as mãos, tentando conter o sangramento. Foi socorrido pelos companheiros de pelotão.

Quando acordou depois da primeira cirurgia, ainda no Iraque, o enfermeiro disse: “Sargento, você é um homem de sorte. Conseguimos estancar o sangramento e reparar a artéria femoral. Tivemos de amputar sua perna esquerda abaixo do joelho. Conseguimos salvar a perna direita por enquanto, mas você provavelmente vai perder esta também.”

“Naquele momento, eu pensei: ‘o que um cara sem pernas pode fazer?’ E na minha mente, a resposta era nada. Eu era um atleta, corredor. Pensei que minha vida tinha acabado”, recorda.

Na manhã seguinte, ele foi transferido para um hospital na Alemanha. Depois, para o hospital militar Walter Reed, perto de Washington, onde ficou internado por 22 meses.

Três anos depois de ter a perna esquerda amputada, sofrendo de dor constante e várias infecções, ele decidiu amputar também a direita.

Esportes e Monte Kilimanjaro

Nevins conta que, na época, sentia-se bem adaptado à nova vida. Com as próteses e livre da dor, ele voltou a se dedicar aos esportes. Jogava golfe, andava a cavalo, esquiava, corria, saltava de paraquedas e chegou até a escalar o Monte Kilimanjaro, a montanha mais alta da África.

“Eu (ainda) não estava sofrendo com estresse pós-traumático, com as cicatrizes invisíveis da guerra. Eu tinha maneiras de lidar com isso, e eram todas físicas”, observa.

'Eu sempre digo, convide alguém que você sabe que precisa de ajuda a fazer ioga. Você pode salvar sua vida. Foi o que aconteceu comigo', diz Nevins — Foto: Arquivo pessoal/BBC
‘Eu sempre digo, convide alguém que você sabe que precisa de ajuda a fazer ioga. Você pode salvar sua vida. Foi o que aconteceu comigo’, diz Nevins — Foto: Arquivo pessoal/BBC

Foi só em 2013, quando passou pela última cirurgia e teve de se recuperar em casa, sozinho, e sem poder recorrer a atividades físicas, que ele começou a enfrentar essas cicatrizes pela primeira vez.

Ele estava divorciado. Sua filha mais velha agora tinha 18 anos e havia ingressado no Exército. Sua filha menor tinha três anos de idade (hoje Nevins tem uma terceira filha, de dois anos, e uma neta da mesma idade).

“Vinte e dois veteranos de guerra tiram a própria vida a cada dia. E até então eu nunca havia compreendido isso”, ressalta.

“Eu tinha o luxo de saber que, em oito semanas, poderia colocar minhas próteses de novo e caminhar, correr, escalar. Que teria de volta as ferramentas que usava para não sofrer. Mas há tantos veteranos que estão sofrendo e que não sabem se (a situação) vai melhorar.”

Nevins diz que foi graças à ioga e à meditação que conseguiu superar o trauma. “A prática de ioga, em conjunto com meditação e busca por autoconhecimento, me ajudou a ver como os traumas que sofri (em combate) estavam comandando a minha vida, como eu estava vivendo em reação a todas essas coisas.”

Vários dos seus alunos dizem que Nevins salvou sua vida. “Mas, na verdade, o que fiz foi oferecer a eles uma maneira diferente de encarar as coisas. E eles (então) salvaram a si mesmos”, afirma.

“Eu sempre digo, convide alguém que você sabe que precisa de ajuda a fazer ioga. Você pode salvar sua vida. Foi o que aconteceu comigo.”

FONTE: G1
 https://g1.globo.com/google/amp/olha-que-legal/noticia/2019/11/26/o-veterano-de-guerra-que-superou-amputacao-das-pernas-e-virou-instrutor-internacional-de-ioga.ghtml?fbclid=IwAR3OGrSFRfP0YmfrQ8q1jMu9aIaG0fVd-EHPR2eGW_CvAdRItMJfSQka904

COMO A PRÁTICA DO YOGA + AJUDA NAS TENSÕES DO SEU PESCOÇO.

A saúde do nosso corpo depende em grande parte do perfeito funcionamento das glândulas endócrinas (tireóide, pineal,pituitária, suprarrenais ,etc). O funcionamento inadequado ou deficiente de qualquer uma delas pode acarretar graves distúrbios.

Algumas dessas importantes glândulas estão localizadas no pescoço e na cabeça,portanto o sangue que chega até elas precisa passar pelos ombros e pescoço.

O enrijecimento destas regiões por tensão, traumas,vícios posturais e acidentes irá diminuir sua mobilidade, levando a uma irrigação sanguínea deficiente que certamente prejudicará o funcionamento destas glândulas secretoras de hormônios. Elas podem funcionar aquém do desejado às vezes por anos, afetando todo o nosso sistema hormonal.

Aqui na Yoga Mais, semanalmente cuidamos para que a mobilidade de pescoço e ombros seja restaurada e mantida em sua melhor condição através de movimentos passivos e ativos de pescoço, ombros e braços.

Quanto tempo você fica sentado no seu dia?

 

Talvez você não perceba quanto tempo do seu dia você permanece sentado. Você já parou para pensar nisso?
Às vezes ficamos sentados por horas no trabalho, na escola, ou dirigindo sem sequer nos darmos conta disso.
Este hábito atinge ainda mais os jovens – crianças e adolescentes – que passam horas em suas carteiras na escola e tantas outras em frente aos seus vídeo games, ou mesmo estudando em suas casas.
Parece natural estarmos sentados, mas nem sempre damos atenção à esta ação tão banal em nossas vidas que, sem percebermos afetam a nossa qualidade de vida.
Estar sentado por longas horas, para alguns especialistas , já é considerado um hábito mais danoso à saúde que o fumo!!
O dano causado nas articulações do quadril e da coluna vertebral como um todo, no decorrer do tempo traz desconfortos e dores.

Nossa prática do Yoga +, trabalha aos poucos, restaurar a função e a mobilidade do quadril e da coluna .

Praticar yoga pode ser uma excelente estratégia para lidar com o estresse e cuidar do coração.

Praticar yoga pode ser uma excelente estratégia para lidar com o estresse e cuidar do coração. A yoga permite que você exercite o corpo, a mente, controle a respiração e aprenda a relaxar. O Bem Estar desta quinta-feira (4) conversou sobre os benefícios da yoga com a pesquisadora do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein Elisa Kozasa e com o cardiologista e consultor Roberto Kalil.

A yoga é uma antiga forma de exercício que aplica força, flexibilidade e respiração com o objetivo de aumentar o bem-estar físico e mental. A yoga está relacionada a um risco menor de obesidade, pressão alta e colesterol elevado. A prática traz um efeito calmante. Por isso, é uma estratégia para redução do estresse. A combinação de exercícios envolve o corpo e a mente, com controle da respiração e relaxamento.

Doenças cardiovasculares – há estudos que mostram que yoga pode melhorar vários componentes da síndrome metabólica, como pressão alta, colesterol, circunferência abdominal. A yoga pode ser efetiva para pacientes com doenças cardíacas, pois ajuda a reduzir o estresse e, com isso, pode reduzir a pressão arterial, melhorar a qualidade de vida. Entretanto, a prática deve ser combinada com exercícios aeróbicos.

FONTE G1 –  https://g1.globo.com/bemestar/noticia/yoga-traz-equilibrio-para-o-corpo-e-a-mente.ghtml

Yoga traz equilíbrio para o corpo e a mente.

Por G1 — São Paulo

A yoga é uma antiga forma de exercício que aplica força, flexibilidade e respiração com o objetivo de aumentar o bem-estar físico e mental. A yoga está relacionada a um risco menor de obesidade, pressão alta e colesterol elevado. A prática traz um efeito calmante. Por isso, é uma estratégia para redução do estresse. A combinação de exercícios envolve o corpo e a mente, com controle da respiração e relaxamento.

Doenças cardiovasculares – há estudos que mostram que yoga pode melhorar vários componentes da síndrome metabólica, como pressão alta, colesterol, circunferência abdominal. A yoga pode ser efetiva para pacientes com doenças cardíacas, pois ajuda a reduzir o estresse e, com isso, pode reduzir a pressão arterial, melhorar a qualidade de vida. Entretanto, a prática deve ser combinada com exercícios aeróbicos.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/yoga-traz-equilibrio-para-o-corpo-e-a-mente.ghtml